Desde a revolução industrial, em que predominava a lógica da maximização da produção e bio-degradação dos efluentes que, em virtude desta acção impensada do Homem relativamente ao ambiente, a composição da atmosfera tem sofrido modificações conduzindo a alterações climáticas várias.
Define-se como efeito de estufa a acumulação de uma série de gases na atmosfera, particularmente de dióxido de carbono (CO2) que a torna impermeável à saída do calor para o exterior da terra, de forma análoga ao efeito de um capacete .
Dados científicos demonstram esta correlação positiva entre o dióxido de carbono e o aquecimento terrestre, sendo flagrante o aumento sistemático de emissões deste gás desde o séc. XVIII, prevendo-se assim aumentos de temperatura significativos dentro de um determinado intervalo de tempo. No entanto, os efeitos e a magnitude destas ocorrências são tidos como algo incertos relativamente ao impacto no aquecimento global, calculando-se que as consequências se apresentem sob a forma de aumento do nível médio das águas, do número de zonas desérticas, bem como através do desaparecimento de países ou ilhas e da transformação de áreas produtivas em zonas inférteis.
A salientar o carácter urgente desta problemática está o facto da temática em questão ter vindo a ser abordado em diversas reuniões internacionais e respectivos documentos:
-1979: Conferência Mundial do Clima, realizada em Genebra, conclui que o efeito de estufa requer urgentes medidas de acção;
-1992: Conferência do Rio (também denominada Convenção Geral sobre as Alterações Climáticas)
-1995: Conferência de Berlim, com grande sucesso em virtude da criação de um quadro institucional ditando as reduções de emissões de forma sucessiva.
-1997: Protocolo de Quioto, que vem estabelecer objectivos de ordem quantitativa para cumprir entre 2008 e 2012 (nomeadamente para os E.U.A. , os responsáveis por uma parcela bastante significativa das emissões).
No entanto, existem correntes mais optimistas e mais pessimistas no que concerne aos efeitos do aquecimento global. A postura mais positiva acredita que a natureza é capaz de se adaptar às transformações do meio, mas o certo é que o desconhecimento dos efeitos a longo prazo tem dificultado a assinatura dos contratos elaborados. Adicionalmente, a libertação de dióxido de carbono é fruto da produção de energia e para a reduzir seria necessário alterar profundamente o comportamento humano através de uma política concertada entre os países, cuja negociação pressupõe, antes de mais, uma clarificação dos efeitos e consenso nas atitudes face ao problema.
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Inserido em: 2004.03.14
Última actualização: 1999.11.30
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Comentários
Efeito de estufa e ciclo do carbono
Para organizar a resposta, o teu parecer fica dividido aparentemente em 4 pgf.Vamos ao primeiro:
1º)ei … deve haver aqui qualquer coisa de errado!
Tu parles.
Falas no ciclo do Carbono. Está certo e como é evidente a revolução industrial acarretou um aumento na produção de CO2 e também na libertação para a atmosfera de incalculáveis quantidades de calor.
Porque será que não se fala neste aquecimento industrial e só se nomeia o CO2?
O CO2 na atmosfera continua a aumentar pela produção industrial e pelo desenvolvimento das sociedades. Até que ponto será admissível? Não sei e ninguém sabe. Os teóricos apresentam varias hipóteses e para já, montaram o negócio das quotas de carbono.
Porque não se fala nas várias hipóteses possíveis de retirar o excesso de CO2 da atmosfera? Seria acabar com o terror do efeito de estufa ?.
2º) Paralela\\.. a este aumento … …
Admitamos que a temperatura média da Terra subiu 0,5ºC.. Porque não atribuir esta subida ao aquecimento diário produzido pelos gases quentes das fabricas, carros, aviões, etc ?
Quanto à duplicação da concentração do Carbono na atmosfera, é de admitir que a longo prazo não seja inócua. Tenhamos em vista o que se passa em algumas cidades com grande movimento de carros
3º) Na verdade, há uma comunidade científica mais informada e mais experimentada que coloca sérias restrições ao chamado “ efeito de estufa” na troposfera. Não aceitando o “ diz que disse” dos órgãos de informação vão investigando e procurando obter explicações para os fenómenos naturais.
Desde há anos que não consigo fazer encaixar o “diz que disse “ com as teorias que procuram apresentar esse fenómeno. Também sou um dos que aceitaram inicialmente o efeito de estufa, mas não deixei de estudar o problema e procurar encaixar as várias peças do puzzle.
Cada dia que passa mais me afasta dessa teoria porque vou encontrando cada vez mais buracos.
Por agora estou em período de descanso e reflexão porque cheguei a um ponto tal que eu mesmo começo a pôr dúvidas aos meus resultados. È um problema para mais tarde.
4) finalmente Termosfera.
Presumo que a Termosfera é uma região muito quente para a matéria que a compõe e para qualquer outra que a atravesse.
Tenho procurado obter uma descrição do que tem sido a travessia da atmosfera terrestre pelos “vai-vem “ da NASA mas ainda não consegui nada. Há livros? Quais? .
Já agora verifico que se mistura matéria e radiação. Dizes que Termosfera é apenas um filtro, numa barreira e há filtros para as radiações. Isto é uma afirmação usual, mais um “diz que disse” mas que nada explica.
Considero que o mal está em usarmos expressões que se tornaram tão quotidianas que deixaram de ter sentido e tornaram-se chavões da verdade. È por isso que se diz que uma mentira repetida muitas vezes torna-se numa verdade. Este é um conceito bem conhecido dos políticos.
E por agora termino. Há muito para discutir e cada vez mais incógnitas. Cumprimentos e ao dispor para continuar-mos.
RGomes
2005.10.10 - 24:00
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