André Dinis, criança vegetariana. André Dinis, criança vegetariana.

Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Sónia Cruz é vegetariana e mãe de André Dinis, um menino com 1 ano e 11 meses de idade (em Junho de 2007). Sónia era ovo-lacto-vegetariano quando engravidou e adoptou esse tipo de alimentação também para o seu filho.

HÁBITOS DA MÃE DURANTE A GRAVIDEZ

Durante a gravidez que tipo de alimentação fizeste?
Durante a gravidez fiz uma alimentação ovo-lacto-vegetariana, embora por uma ou duas ocasiões tenha comido peixe.

Houve alguma alteração em relação ao que costumas comer normalmente?
Hoje em dia já sou completamente vegetariana, mas naquela altura não tinha tanta informação como actualmente, no entanto, não me recordo de ter feito alguma alteração no que comia, exceptuando o facto de querer manter um peso ideal durante a gravidez para não ter problemas de saúde que nos pudessem afectar aos dois.

Tomaste algum tipo de suplementos (como por exemplo B12)?
Receitaram-me suplementos vitamínicos mas só consegui tomar magnésio e ferro no último trimestre, como medida preventiva, sobretudo para evitar um parto prematuro. Não consegui tomar outros suplementos porque me enjoavam.

Tiveste alguns cuidados especiais de saúde durante esse período?
Tentei não engordar muito mas tive realmente algum apetite extra e engordei mais do que queria (quase vinte quilos). No entanto, como sou alta, muita gente nem sabia que estava grávida, julgavam que estava só mais rechonchudinha. Felizmente, recuperei bem passados uns meses após o nascimento.

Estiveste doente ou tiveste problemas de enjoo matinal ou de outro tipo?
Estive constipada na altura do Natal porque, nessa altura, como é normal, estive em contacto com mais pessoas, entre as quais algumas que estavam a "chocar" uma constipação e me contagiaram.
(É que muita gente não sabe que pode contagiar uma doença sem ter sintomas visíveis, que só se manifestam passados uns dias mas que, entretanto, já passaram a doença às pessoas com quem contactaram. Faço esta ressalva para dizer que há muita gente que gosta de dar muitos beijinhos aos bebés, por não saberem que podem contagiá-los gravemente com esse gesto bem-intencionado mas perigoso para a saúde de uma criança pequena.)
Tive que tomar paracetamol, receitada pela médica, para não evoluir para algo mais grave. Tenho um "sopro" no coração congénito (ou seja, desde que nasci) e tenho sempre que ter cuidado com constipações. Durante a gravidez, descobri que, além do sopro, tenho insuficiência cardíaca e, por isso, tive que ter cuidados extra para não me cansar em demasia, por isso foi uma gravidez de risco. De resto, fiz uma vida perfeitamente normal e, embora às vezes cansada, muito feliz por ver crescer uma vida dentro de mim. No primeiro trimestre tive enjoos sobretudo devido aos cheiros que me rodeavam, fosse por fumadores ou por alguém com um perfume mais intenso. Também descobri que, se falasse com algumas pessoas que não me agradavam, ficava enjoada e passei a evitá-las, pelo que passou o enjoo. Parece engraçado enjoar pessoas, mas é verdade!

Foste acompanhada por algum médico?
Fui acompanhada por uma médica obstetra do meu centro de saúde até descobrir a minha própria médica de família do mesmo centro (que eu não tinha conhecido até então), que era mais agradável - dispunha-se pacientemente a ouvir e a responder às minhas dúvidas e a vigiar a minha saúde e a do bebé cuidadosamente. Desde então, tem sido ela a seguir-nos aos dois. No entanto, fui encaminhada por ela para a maternidade, no último trimestre, para prevenir complicações no parto. Também na maternidade decidiram que o parto iria ser feito por cesariana, com anestesia regional (epidural), uma vez que eu (e o bebé) correríamos risco de vida se assim não fosse (devido aos meus problemas cardíacos). Um dos efeitos da anestesia foi ter ficado paralisada da cintura para baixo durante praticamente dois dias, mas não larguei o meu bebé por um segundo. Dormia com ele na minha cama para o amamentar e as enfermeiras ajudavam com o que fosse necessário. Acredito que o meu bebé estava sempre sossegadinho por isso mesmo, por estar sempre comigo e ser amamentado, ao contrário dos outros bebés que eu via que não estavam a ser amamentados (porque as mães achavam que não tinham leite, não sabendo que quanto mais uma mulher amamenta, mais leite vai produzir) ou porque estavam longe das suas mães. Embora possa haver casos em que é possível que uma mãe não tenha leite ou não possa amamentar - casos de doenças, por exemplo - infelizmente vê-se muitas mães que não sabem ou não querem saber as vantagens de amamentar os seus filhos e que todo o sacrifício que fizermos por eles em crianças, darão bons frutos no futuro. Uma criança que é amamentada e, mais tarde, alimentada de forma saudável, será uma criança e um adulto saudável, o que será um descanso (já para não falar em poupança em despesas de saúde) para os seus pais. Todo o sacrifício que fizermos pelos nossos filhos vale bem a pena. Eu tive muita sorte porque aprendi muito sobre como cuidar do meu filho e sobre cuidados a ter na amamentação, na maternidade.

Informaste-te em algum lado sobre que cuidados extras ou alterações de dieta deverias ter? Onde?
Como a médica obstetra que me seguiu até ao segundo trimestre não era muito atenciosa, tive que procurar leituras que me elucidassem sobre o que fazer. A partir do momento em que fui seguida pela minha médica de família e pelos médicos da maternidade, fui mais ajudada e tudo se tornou mais fácil.

Amamentaste o teu filho durante quanto tempo? Durante o período em que amamentaste tiveste alguns cuidados especiais com a tua alimentação ou saúde? Quais?
Continuo a amamentar, para minha grande alegria. Quando o bebé nasceu, deram-lhe o biberão uma vez porque eu ainda estava a recuperar, o que me custou muito porque tinha realmente muita vontade em dar de mamar. Só passado cerca de uma hora é que pude abraçar o meu pequenino e dar-lhe de mamar quando já estávamos instalados no nosso quarto. Para mim, deu-me mais jeito amamentar deitada, e, embora haja quem contradiga esta posição por poder provocar otites no bebé, felizmente nunca tive problemas nestes dois anos. Quanto à minha alimentação após o nascimento, sim, tive grandes cuidados para evitar alimentos que o pudessem prejudicar. Os alimentos que podem provocar alergias são sobretudo os de origem animal - ovos, leite de vaca, marisco - mas também o chocolate deve ser evitado, assim como os morangos, além de que há alimentos que não se devem comer muito por terem um sabor forte que pode afectar o sabor do leite e fazer com que o bebé o recuse, tais como alho, cebola, espargos, que me recorde. Também vi que não podia abusar das leguminosas (feijão, grão), por serem fortes para os intestinos do bebé, mesmo através do leite materno. No entanto, as lentilhas - descobri isso mais tarde - são boas para ajudar à secreção do leite. Descobri também que a soja ajudava a barriguinha do André a funcionar melhor. Tentei evitar tudo o que lhe pudesse fazer mal, o que fui aprendendo conforme as noites mal ou bem passadas, já que ele chorava mais com determinados alimentos que eu comia. Também a canela, tal como o café e o chocolate, é um estimulante e, como tal, deve ser evitada enquanto se amamenta. Contudo, após o primeiro ano, o organismo do bebé já vai podendo aguentar mais coisas que até então não podia comer e, assim, também a mãe pode variar mais os seus pratos. No entanto, já vi mães a amamentar durante muito tempo e que os bebés passavam bem com coisas com que o meu passava mal, é tudo uma questão de ver o que é melhor para si e para o seu bebé.
O que importa é que o bebé mame sempre que quiser, que não lhe dêem biberão ou chupeta no primeiro mês de vida, para que ele não prefira o biberão (por ser mais fácil de mamar do que o peito da mãe, e a chupeta porque engana a fome e vai fazer com que o bebé mame menos, o que vai provocar uma diminuição da produção do leite materno) e que a mãe, além de manter uma boa alimentação, beba muita água todos os dias.


ALIMENTAÇÃO DO BÉBÉ

A criança sempre seguiu uma alimentação vegetariana?
Sim, o meu filho tem sempre seguido uma dieta lacto-vegetariana. Experimentei dar-lhe ovo por duas ou três vezes mas ele recusou sempre e decidi não insistir mais, até porque é muito raro eu comer ovos. Quanto ao leite, bebe do meu (mama). Gosta de iogurtes e isso dou-lhe, tendo sempre atenção aos ingredientes para além dos produtos lácteos porque já vi iogurtes para crianças com óleo de peixe. Por acaso, mais tarde, reparei que a mesma marca de iogurtes deixou de incluir óleo de peixe nos ingredientes, o que deve querer dizer que com alguma coisa se devem preocupar. Já é um começo. Devo, ainda, dizer que eu, pessoalmente, não compro iogurtes à base de leite, nem uso leite de vaca, nem manteiga animal, o que acontece é que muitas vezes nos oferecem esses produtos e eu com muita alegria os aceito, já que são dados com todo o coração. As pessoas já sabem que sou vegetariana, mas ainda não compreendem o porquê de não comer ovos ou produtos lácteos e, para não ser considerada mal-educada, aceito, até porque não os tenho que comer à frente das pessoas que os dão. Os iogurtes dou ao André e, se vejo que é muita coisa só para ele, dou a outras pessoas que conheço e que sei que também precisam. Às vezes temos que ser um bocadinho flexíveis. É claro que nem sempre isto pode ser assim e aí, sim, somos, infelizmente, considerados mal-educados ou esquisitos por não aceitar determinada coisa e termos que dizer que não um milhão de vezes até os outros perceberem que não queremos mesmo por ir contra os nossos princípios.

Quais os maiores obstáculos que encontraste ao teres optado por uma alimentação vegana para o teu filho?
Os maiores obstáculos que encontro no respeitante ao meu filho são praticamente os mesmos que encontro para mim mesma. Felizmente, já vai sendo mais fácil encontrar produtos vegetarianos em supermercados e, claro, temos que ter mil olhos para ver se não há ingredientes não vegetarianos nos chamados produtos naturais. Quanto à comida do André, adaptei a minha vida de modo a poder sempre ter comida preparada em casa para poder levar para fora todos os dias - faço em maiores quantidades e meto no frigorífico - desde a comida sólida a sopas e, às vezes, purés de fruta, embora estes últimos eu compre já preparados de uma marca para comida de bebé conhecida. De resto, infelizmente, se eu quiser comida preparada comprada no supermercado e adaptada a vegetarianos, simplesmente há muito pouca oferta - sopas de legumes (que têm um sabor artificial) e purés de fruta foi o que encontrei até agora. A maior oferta é em bolachas e doces - devem achar que os vegetarianos só comem bolachas!:)
Quanto à parte psicológica da questão, quando me criticam por sermos vegetarianos, tento demonstrar que tanto eu como o meu filho estamos perfeitamente saudáveis, além de que - muitas vezes - as pessoas não compreendem porque é que eu, sendo vegetariana, tenho que "obrigar" o meu filho a sê-lo também. Respondo-lhes que, da mesma forma que uma pessoa carnívora não vai dar uma alimentação diferente da sua ao seu filho, também eu não vou dar algo contra a minha maneira de estar na vida ao meu filho. Pela mesma ordem de ideias os carnívoros estão a obrigar os seus filhos a comer carne. Infelizmente há muitos preconceitos e as pessoas não vêem que, da mesma forma que julgam, podem ser julgados. Está perfeitamente provado que uma alimentação vegetariana equilibrada é melhor do que uma alimentação à base de carne. Também costumo dizer que estou a pensar na saúde do meu filho com 60 ou 70 anos de antecedência - para não vir a sofrer de excesso de peso, diabetes, tensão alta e alguns tipos de cancro, entre outras doenças associadas ao consumo de carne.
No entanto, ainda tenho que praticar a minha paciência, porque fico, realmente, muito chateada quando me criticam e dizem que os animais foram feitos para serem comidos, entre outras coisas que um vegetariano ouve no seu dia-a-dia.

Deste só o teu leite ao bebé, ou de algum outro tipo? Qual? Normal ou havia específico para bebés?
Como disse, ainda estou a amamentar. No entanto, uma coisa que notei no meu filho foi que, desde que deixei de beber leite de vaca, ele passou a dormir melhor. Foi com o tempo e por tentativas que cheguei a essa conclusão. Desde então só bebo leite de soja e as noites já são calminhas. É que ele contorcia-se todo durante a noite e acordava muitas vezes, sem eu perceber o que é que eu lhe tinha dado que lhe pudesse fazer mal. Foi descoberto o mistério! Também já lhe dei leite de soja e ele gosta (embora prefira o da mãe :))

Com que idade começou a comer outro tipo de comida? Que género de coisas? Como foi feita a transição?
Amamentei exclusivamente até aos 6 meses, contudo, se estivesse mais bem informada, teria dado só peito por mais tempo, sem lhe dar comida até ele mostrar vontade para comer, visto que a amamentação exclusiva traz grandes benefícios ao bebé, em termos de prevenção de diabetes, obesidade, asma e alergias, entre outras vantagens. De qualquer forma, não tive problemas nenhuns com as primeiras comidinhas do André. Segui as indicações de livros, médica e enfermeiros e adaptei-as à nossa comida e à nossa vida. Comecei a dar-lhe purezinhos caseiros de pêra, maçã cozida (banana não, porque ele ficava mal da barriguinha), cenoura, batata - um ingrediente de cada vez durante uma semana para ver a reacção do bebé, conforme me foi indicado. Obviamente, quando chegou à idade dita adequada para comer carne ou peixe, ou ovos, eu simplesmente não lhe dei. Por sorte tenho uma boa quantidade de livros de pediatria, sobretudo Ingleses, que me deram informações detalhadas quanto aos ingredientes a usar em cada idade, para poder variar mais as suas ementas.
De resto, o André não recusava as comidas que lhe dava. A princípio não gostava muito da cenoura mas, como a uso muito frequentemente (nas sopas) acabou por habituar-se ao sabor. Até agora, só me recusou os ovos e as beterrabas e adora lentilhas, é mesmo guloso por lentilhas!


PRODUTOS VEGANOS E SAÚDE

Foi difícil encontrar produtos alternativos para bebé (fraldas, leite, papas, pomadas, champô, etc)?
Infelizmente, como mãe solteira, tenho que estabelecer determinadas prioridades. Há algumas marcas de produtos que tento usar por saber que são contra testes em animais, (champôs, cremes) mas ainda não encontrei outros produtos necessários à higiene diária do bebé (toalhetes, soro fisiológico, álcool a 70º, fraldas, escova de dentes e dentífrico para bebés, por exemplo) que sejam adequados a veganos, de preço razoável e práticos. Também acho que as fraldas de pano, que as nossas mães usavam connosco, não são nada práticas nem tão higiénicas como as descartáveis. Além disso, ao ter que lavá-las em grande quantidade (enorme!), também seria prejudicial ao ambiente em termos de água gasta em lavagens, isto mesmo usando um produto vegano como detergente. É uma área que ainda precisa de ser bastante melhorada, a de produtos para bebés.

O teu filho é acompanhado por algum pediatra? Como reagem os médicos ao facto da criança ser vegetariana?
Como já disse, o meu bebé é acompanhado pela nossa médica de família, que, além de ter a especialidade de pediatria, é amorosa, muito humana e cuidadosa com o que faz. No entanto, deve haver muito poucos médicos (a não ser alguns nutricionistas) com conhecimentos suficientes sobre o vegetarianismo e veganismo para poderem ajudar os seus pacientes, pelo que tenho sempre que me socorrer de outras fontes (livros, internet, outros pais vegetarianos) para poder dar uma alimentação saudável ao meu filho. Mesmo assim, até tenho encontrado profissionais da saúde (médicos, enfermeiros) compreensivos que não levantaram problemas quanto a isso. Os que criticam acabam por ver que o meu filho está a crescer muito bem e acabam por se render às evidências.

A criança já esteve doente? Com o quê? Como o curaste?
Na altura do Natal, já vi que tenho que ter mais cuidado, porque há uma maior concentração de gente e geralmente em espaços fechados (devido ao frio da época), o que propicia os contágios. O André ficou com tosse aos 6 meses (no Natal) e teve que fazer nebulizações durante um mês (máscara de oxigénio com umas gotas de um broncodilatador ou soro fisiológico, várias vezes ao dia) de forma a evitar que a constipação pudesse evoluir para asma. No ano seguinte, no Natal novamente, ficou outra vez com tosse mas, desta vez, só tive que lhe dar um xarope para favorecer a expectoração e vigiá-lo para que não se tornasse mais grave. Nestas idades, qualquer pequena coisa pode tornar-se muito grave porque um bebé não tem as mesmas resistências que um adulto. .

Que tipo de medicamentos geralmente a criança toma: naturais ou químicos? Porquê?
Quando o André tinha cólicas, nos primeiros meses, descobri um produto à base de plantas que era eficaz. No entanto, lá está, não pude continuar a comprá-o por ser mais caro que os outros. Embora tente dar-lhe coisas naturais, às vezes não é fácil. No entanto, suponho que o leite materno tem sido o melhor medicamento natural que lhe tenho podido dar, além de que tenho o privilégio de poder trabalhar com o meu filho e estar com ele 24 horas por dia, deste modo evitando que ele apanhe as doenças que são comuns nas crianças que ficam em infantários.
Quanto às vacinas, cumpri o estabelecido pelo plano nacional de vacinação.

Em relação à vitamina B12 tens alguma atenção especial? Qual/quais?
Só descobri esta questão da vitamina b12 recentemente mas, como o André come iogurtes (proteínas animais), penso que não há problema nesse aspecto. Os veganos é que devem ter que tomar suplementos desta vitamina, uma vez que ela não é obtida senão através do sistema digestivo dos animais. Da mesma forma, acho (ainda não tenho dados sobre isto) que o leite materno deve fornecer esta vitamina ao bebé.

Em relação a outros nutrientes há mais algum que te preocupe em particular? Porquê e que soluções encontras?
Preocupo-me em usar leguminosas na nossa alimentação diária (grão, feijão, lentilhas) que são fontes de proteínas, ferro, cálcio, e, claro, uso vegetais e frutas diariamente e massas, batatas, cereais, frutos secos, enfim, tento fazer uma alimentação saudável, bem nutritiva, de acordo com os conhecimentos que vou adquirindo. Além disso, normalmente não uso sal nem açúcar na comida do André - embora adicione açúcar à cevada que bebo - e só mais recentemente dou coisas doces ao André quando eu também como. Contudo, ele próprio, na maior parte das vezes, recusa os alimentos que eu possa dar-lhe com sal ou açúcar adicionados, embora, claro, goste de sabores diferentes de vez em quando. Para que não fique privado dessas gulodices, opto por comprar chocolate sem açúcar (preto) ou geleia de milho, que são doces mais saudáveis.
Os alimentos já têm sal e açúcar naturalmente, nós não precisamos de adicionar, simplesmente fomos é acostumados desde pequenos a essa comida carregada desses condimentos nada saudáveis e, por isso, quando adultos, custa-nos a ganhar bons hábitos. Se uma criança fôr habituada desde que nasce a ter uma alimentação equilibrada, vai ser mais saudável e permanecer com esses hábitos pela sua vida fora. É tudo uma questão de hábito e de cultura. Para um Europeu é impensável comer carne de cão; para um Indiano hindu é um horror pensar sequer em comer carne de vaca, um Judeu não come carne de porco, etc, etc, e comer carne, ou sal, ou açúcar, são tudo questões de hábito, culturais, religiosas... que aprendemos na infância e que nos influenciam por toda a vida. Tenho a certeza de que, ao educar o meu filho sendo vegetariano, ele não vai ter vontade de comer carne quando crescer, assim como eu, quando comia carne, nunca tive vontade de comer cão ou gato só para saber a que sabe - só a ideia é repugnante.


A CRIANÇA NA SOCIEDADE

O teu filho frequenta alguma creche? E quando a criança for para a escola, para que ele tenha uma alimentação vegetariana o que pensas fazer?
O meu filho não frequenta nenhuma creche e, quando tiver que ir para a escola, provavelmente vou fazer o que faço hoje, que é preparar-lhe as refeições para levar. À medida que for crescendo, explicar-lhe-ei de onde vêm os alimentos e tentarei dar-lhe sempre uma educação que tenha em conta o respeito ao próximo e aos animais e a todo o planeta, que é a nossa casa em ponto grande.

O que acontecerá quando for convidado para uma festa de aniversário, onde haverá só praticamente comida não vegetariana, como por exemplo o bolo?
Já temos estado em eventos sociais e realmente não é fácil, até porque nem eu própria às vezes sei o que vou comer até lhe "espetar o dente". Tento sempre ser discreta e algumas vezes encontro alguma pessoa com quem tenha mais confiança que sirva de "provador" e nos diga o que é que tem carne e o que não. Às vezes comemos bolos, de maneira que aí não temos grandes problemas em fazer uma excepção. As maiores dificuldades até nem são fora de casa, mas na própria família, onde temos que mostrar maior determinação e fazer-nos respeitar, principalmente com aqueles que são mais velhos que nós a quem, igualmente, devemos respeito. Deve ser porque sempre seremos pequeninos para eles! (E como provavelmente veremos sempre os nossos filhos, também!) De qualquer forma, com o tempo estas coisas vão-se resolvendo, à medida em que vamos demonstrando que estamos convictos do que fazemos e de que não fazemos mal a ninguém com a nossa escolha de vida, muito pelo contrário. Mesmo assim, até nem tenho grandes razões de queixa nesta área, ao contrário de outras pessoas vegetarianas que conheço.

O que farás se um dia quiser experimentar por exemplo um hambúrguer por curiosidade ou influência de outros?
Ficaria muito triste se o meu filho quisesse comer carne, mas, por outro lado, teria que ter confiança em mim própria como sua mãe, já que espero transmitir-lhe os valores em que acredito e que ele os siga, como filho, como homem e como ser humano, por serem valores de respeito e amor a si mesmo e ao próximo.

Consideras o teu filho é uma criança saudável e bem integrada no meio que o envolve? O vegetarianismo dificultou ou favoreceu isso de alguma forma?
Não há dúvida de que o meu filho é uma criança saudável. Contudo, mesmo ainda tão pequeno, já o noto diferente das outras crianças e as outras pessoas também o notam, sem eu dizer que somos isto ou aquilo. Ele é mais sossegado, mais concentrado, carinhoso, mas também é preciso ver que, além de sermos vegetarianos, toda a nossa vida é diferente do habitual nas outras pessoas. Ele não está num infantário e passa o dia comigo, dentro e fora de casa, pelo que ele não é "deseducado" em nenhum lado. Embora o meu filho esteja em contacto com muita gente diariamente, só eu o educo e não permito interferências nesse campo. É claro que é um grande esforço que faço para que isto aconteça assim - levo o André para todo o lado e só muito raramente o deixei em casa com a avó e foi por uma hora ou duas. Mas acredito que todo este esforço de agora será o meu descanso no futuro. Além disso, o que se faz por amor não custa!
Quando está com outras crianças, ele é sempre carinhoso e mais calmo e vejo que algumas crianças nem sequer entendem que ele lhes quer dar um miminho - ficam a olhar para ele como quem não está a entender o que se passa, quando não reagem agressivamente. Assim, é muito provável que este tipo de atitude, na sociedade em que vivemos, possa não ser vista da melhor forma e que ele possa vir a sofrer por haver gente que não respeita nada nem ninguém e que se ri de quem é "bonzinho". Contudo, não há-de ser por isso que eu vou alterar o meu modo de ser ou a educação que dou ao meu filho. O amor sempre triunfa, mesmo que isso pareça mal aos olhos de muita gente. Acredito que, aos poucos, esta sociedade irá melhorando (como, aliás, vemos que tem vindo a melhorar) e cada vez mais se dará valor àquilo que realmente tem valor, tornando-se numa sociedade menos egoísta, mais humana, mais espiritual. O único conselho que posso dar a todos os pais - vegetarianos ou não - é que amem os seus filhos. Eu, como mãe, tenho aprendido muito com o meu filho e tenho melhorado como pessoa, como mulher e como mãe.


Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-436-Entrevista-a-S-nia-Cruz--m-e-vegetariana.html

Inserido em: 2007.06.08 Última actualização: 2007.06.08

Comentar printer     E-mail   Facebook F

Pessoas > Artigos por Autor > Cristina Rodrigues
Pessoas > Entrevistas
Alimentação > Alimentação Infantil
Saúde > Saúde da Mulher > Gravidez e Maternidade
Saúde > Saúde infantil



Comentários



leite materno

cara sónia, pois os bebes nao sao todos iguais o meu martim sempre bebeu do biberao e da mama e nunca tive problemas porque nunca rejeitou a mama,simplesmente muitas vezes so o leite da mae nao chega, o meu bebe teve que ter um suplemente de biberao visto estar a perder muito peso e correr o risco de nao se desenvolver bem no 1 mes de vida, dai ser alimentado nao apenas pelo leite materno.
fui acompanhada por uma parteira inglesa minha amiga que me disse que os bebes no 1 mes de vida nunca podem ter colicas so apartir dai, muitas pessoas acreditam nisso e evitam alimentar mais o eu bebe,o problemas e na maioria dos casos e fome.
o bebe deve comer o que tem vontade e nunca ser controlado por horas e quantidades como me informaram na preparação de parto, o meu bebe desde da 2 semana que sempre bebe 60ml, nunca menos, chegando mesmo a beber 90ml e hoje e um bebe saudavel com o peso dentro do normal, alias ate podia pesar mais(palavras do pediatra).
resolvi deixar este testemunhos para que todas as mulheres que nao podem amamentar nao se sinta culpadas como o proprio sistema nos leva a sentir, a pressao para dar de mamar nunca foi tao grande como agora, sei os beneficios que traz para o bebe, mas sou uma mae que ao segundo dia de vida do seu bebe sofreu horrores devido ao meu peito rebentar em sangue devido a força que o martim fazia para mamar, mesmo com tanto sofrimento ninguem me ajudou, o tempo que tive no hospital fui obrigada a dar de mamar com os bicos do peitos em sangue com dores que so quem passa pela experiencia sabe,ninguem nos hospital se importou e opara evitar o sofrimento do probe martim tive que lhe continuar a dar peito,chorei que me fartei no entando poucas pessoas ou quase ninguem se importa,parece quase um crime pedir um biberao.
acho inadmicivel o que me fizeram e para terminar em grande a noite antes de sair daquele inferno quase por obrigação porque o meu coração ja nao aguentava ver o martim cohrar mais com fome la me deram leite num COPO para eu dar ao bebe, e isso mesmo que estao a ler num copo, a sorte e que o meu doce martim com 2 dias de vida consegui beber pelo copo como um heroi.
no dia seguinte sai daquele inferno com os nervos a flor da pele e com um bebe desidratado e cheio de fome e uma mae com anemia porque devido ao stress nem comer conseguia.
acho que nenhuma mulher se deve sentir culpada se nao poder amamentar.
eu por 10 dias ate o meu peito sarar por completo retirava o leite com a bomba e o martim bebia no biberao, assim que fiquei boa o martim voltou ao peito da mae sem se queixar, ainda hoje o faz bebe do biberao e da mama e é um bebe feliz.
o meu leite infelismente secou a 2 semanas, tentei mesmo com a bomba estimular ao maximo mas nao consegui.
dei o tempo que consegui dar e tive leite e sinto me feliz por isso, o marim e um bebe equílibrado que raramente chora e esta sempre risonho para quem por ele passa.
sofri muito para lhe dar de mamar nos primeiros tempos mas dei lhe na mesma, mas para quem nao aguenta digo do fundo do coraçao para nao se sentir amargurada, nem todas as pessoas lidam bem com a dor, o que e perfeitamente compreensivel.
a mulher ja e um ser humano incrivel que consegue se dividir em varias para ser mae,mulher e profissional ao mesmo tempo, já so por tal merece o mérito.
o apoio do pai e importante e fundamental para todo este processo, felismente tive a sorte deter uma pessoa que me ajudou e apoio em tudo, sofri muito mas tive que me apoia se.
o martim te mum pai muito presente que adoro fazer parte da vida dela e lhe dar toda atenção do mundo.
ajuda do homen e muito importante neste perido, nao levem isto como uma lição de moral mas sim apenas confissoes de uma mae babada pelo seu bebe.
cumprimentos
Andrea
(Por: Andrea)

[Por: @ 2008.09.01 - 20:53 | Responder | Imprimir ]


Vitanina B12

OLÁ!

Parece que não dá a devida importância hà vitamina b12
mas esta é muito importante para o crescimento do seu finho!!!!!!

karindemant@hotmail.com
(Por: Anna Karin Demant)

[Por: @ 2007.08.21 - 13:22 | Responder | Imprimir ]

Vitamina B12

Todas as vitaminas são extremamente importantes para uma criança em crescimento. Não frisei essa vitamina mais do que as outras porque todas funcionam em conjunto.A carência de uma pode rinfluencia a carência das outras, por isso devemos ter uma alimentação variada e equilibrada, e mantermo-nos actualizados acerca deste assunto, de modo a fornecer os melhores nutrientes aos nossos filhos. A criança, ao ser amamentada pela mãe, tem menos possibilidades de sofrer de carências vitamínicas - isto partindo do princípio q a mãe tem uma dieta saudável. Se a mãe n tem uma dieta equilibrada, o melhor será tomar um suplemento vitamínico de modo a que os nutrientes em falta passem para o seu leite.

Contudo, para tirar dúvidas, a vitamina b12 pode ser tomada sem restrições, uma vez que os excessos são eliminados naturalmente pelo organismo. Tanto a mãe como o bebé não correm o risco de vir a sofrer de hipervitaminose de b12.
(Por: Sónia Cruz)

[Por: @ 2007.09.05 - 02:07 | Responder | Imprimir ]



Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Obrigado ao Centro Vegetariano por estas entrevistas, porque assim percebemos que cada vez mais existem grávidas vegetarianas, mães vegetarianas, bébés e crianças vegetarianas. Com estes exemplos de vida, daqui a uns tempos a consciência que as pessoas têm sobre o vegetarianismo vai mudar, aliás já está melhor que há uns anos atrás.
Digo isto porque sou vegetariana desde 1999, no início era muito criticada e hoje em dia a maioria das pessoas que vêm a saber que o sou e que tenho filhos vegetarianos já tem uma abordagem diferente e inclusive algumas até dizem, "gostava também de ser vegetariana, mas não sei se consigo deixar a carne, come-se o quê depois?"; e então dou algumas dicas do que como, chego a dar receitas e muitas vezes o site do Centro Vegetariano. Outras vezes são pessoas que vão lá a casa e provam a nossa comida vegetariana e adoram, sobretudo jovens, amigos das minhas filhas mais velhas e as suas mães, e então levam as receitas do que provaram e acharam tão bom.
Também como a Sara, o meu filho mais novo, hoje quase a fazer 4 anos "nasceu vegetariano", como digo, e a minha gravidez também foi acompanhada pela minha médica de família que se mostrou totalmente aberta em relação ao facto de eu ser vegetariana e, para além disso, eu optei por ter um "parto natural", dentro de água, e ela foi impecável e sempre me apoiou, inclusivé, depois dele ter nascido, ela e a enfermeira que o acompanhou no início chamavam-lhe "O nosso bébé da água"; depois deixei de frequentar o Centro de Saúde, mas por outras razões (porque ainda não conseguem perceber que certos pais optem por não vacinar os seus filhos) e arranjei um pediatra ainda da dita "medicina convencional", mas como é alemão tem uma outra visão em relação a certos assuntos.
Bom, na altura eu era ovo-lacto-vegetariana, mas como o meu filho se mostrou alérgico à proteína do leite de vaca (cada vez oiço mais pais a falar que os filhos são alérgicos à proteína do leite de vaca), deixei de consumir lacticínios. Hoje até agradeço ao meu filho por isso, porque eu já tinha querido deixar de consumir lacticínios e estava a custar-me deixar de comer queijo, que gostava muito. Como o amamentava (viveu exclusivamente de leite materno até aos 7 meses e depois fui introduzindo outros alimentos - foi aí que me apercebi da intolerância ao leite de vaca porque tentei dar-lhe cérelac e ele vomitou à primeira colher, e depois fez análises que o confirmaram) e ainda o amamento hoje, é o seu leitinho da noite, embora também já beba leite de soja e goste; como o amamento, dizia, tive mesmo que deixar de comer e beber lacticínios.
Por outro lado, em relação ao conceito do vegetarianismo, o princípio ético de não provocar intencionalmente sofrimento aos animais, também noto que muitas pessoas já se sensibilizam e deixaram de argumentar tanto quando digo que passei a ser vegetariana por razões éticas, embora ainda haja muitas com bastante resistência, mas também só resistem se lhe tentarmos impingir alguma coisa. Eu tornei-me vegetariana através do exemplo prático de uma pessoa de quem gosto muito, precisamente porque ele vive e pratica tudo aquilo que pensa e, inclusive, transmite a outras pessoas em workshops vários e palestras que dá, não apenas sobre vegetarianismo, mas sobre a Vida, onde a ética subjacente ao vegetarianismo está incluída. Chama-se Robiyn. E como ele diz, não somos detentores de verdades, vivemos, agimos de acordo com os nossos valores e, tal como queremos provar algo que exala um cheirinho tão bom, também as pessoas vão querer provar algo que façamos e que exale esse perfume tão agradável e harmonioso.
Através das suas palestras e cursos que frequentei despertei para novas maneiras de ver e de viver, algumas que já tinha sentido que seria assim, mas que nunca tinham feito sentido para mim de forma a transformar os meus hábitos diários. Pela coerência de todas as suas palavras e actos fui-me apercebendo de muitas coisas, de repente fez-me sentido o vegetarianismo, de repente fez-me sentido uma outra forma de "educação" das crianças que começa na gravidez e no parto (e foi através do seu exemplo que me desloquei inclusivé a Espanha para ter este meu filho mais novo praticando o já agora mais divulgado "parto humanizado"), de repente fez-me sentido uma outra forma mais natural e harmónica de viver, para resumir, pois são tantas as coisas que estão interligadas que não dava para falar aqui nem um centésimo do que o Robiyn transmite e nem é essa a intenção desta mensagem. No entanto, expresso aqui também o meu agradecimento por tê-lo conhecido.

Obrigado pela a oportunidade de fazermos os nossos comentários, obrigado a todos pelas entrevistas que dão e pelos comentários que fazem e obrigado uma vez mais ao Centro Vegetariano pelo trabalho que têm desenvolvido, com amor, pela razão com que comecei esta mensagem: é através dos exemplos que mais pessoas vão despertando para a consciência de maneiras de viver mais harmónicas. Obrigado.

Um abraço,
Isabel Matos.
(Por: Isabel Matos)

[Por: @ 2007.06.19 - 11:18 | Responder | Imprimir ]

Re: Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Minha querida Isabel,
De minha parte, agradeço-lhe as suas palavras, porque a entrevista foi dada precisamente com o objectivo de dar força e incentivo às mamãs vegetarianas, para que sintam que não estão sozinhas na sua decisão e que continuem a lutar (pacificamente) por aquilo em que acreditam.

Quanto aos agradecimentos ao Centro Vegetariano, também eu fiquei muito feliz quando tomei conhecimento deste site e sou muito feliz por pertencer a este grupo de pessoas que, voluntariamente, tenta ajudar os outros como pode e sabe.

Um abraço
Sónia Cruz
(Por: soniacorreiacruz)

[Por: @ 2007.06.19 - 23:10 | Responder | Imprimir ]

Re: Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Muito obrigada pela sua resposta, Sónia e, mais uma vez, obrigada pela entrevista que deu ao Centro Vegetariano.

Continuação de bom trabalho e felicidades na linda aventura de ser mãe.

Um grande abraço
Isabel
(Por: Isabel Matos)

[Por: @ 2007.06.22 - 09:17 | Responder | Imprimir ]



Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Peço às experientes mamãs vegetarianas que partilhem a lista de introdução de alimentos a partir dos 6 meses. Leguminosas, cereiais, frutos secos...não sei se já posso apresentar alimentos para além das frutas, legumes e papitas. Até agora tenho utilizado o leite de soja em pó. Pode beber o leite de soja normal? O Gustavo vai fazer 8 meses. Agradeço este espaço aberto de partilhas, um bem haja às mamãs que aqui humanizam experiências. Até breve*
(Por: mamaxana)

[Por: @ 2007.06.25 - 23:24 | Responder | Imprimir ]

Re: Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Minha querida,

Dentro em breve vamos ter um artigo mais completo sobre a alimentação no primeiro ano de vida do bebé. Quanto ao leite de soja, sugiro-te que faças o mesmo que se faz com o leite para bebés e o leite de vaca, adaptado à tua situação em particular, ou seja, usas o leite de soja em pó até aos 12 meses, por via das dúvidas, e só depois lhe começas a dar do normal (de preferência um enriquecido com cálcio e vitamina B12). Hoje em dia, qualquer bebida de soja (mesmo das mais baratas), à venda nos supermercados normais, é enriquecida com vitaminas e minerais. Isto seria o que eu própria faria mas, Como sempre amamentei, não tive essas dúvidas. Espero ter-te ajudado.
(Por: )

[Por: @ 2007.06.28 - 04:29 | Responder | Imprimir ]


Re: Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Olá,
Sugiro que leias os artigos publicados em http://www.centrovegetariano.org/Cat-19-Alimenta%25E7%25E3o%2BInfantil.html
que irão esclarecer algumas das tuas dúvidas.

Se o bebé não está a ser amamentado, algumas fórmulas de leite de soja, à venda nas farmácias, são uma boa alternativa. Não se deve usar leite de soja comercial antes dos 12-18 meses. Os bebés têm necessidades especiais e necessitam de uma fórmula de leite de soja que seja desenvolvida especificamente para eles.

[Por: centro @ 2007.06.29 - 11:04 | Responder | Imprimir ]



Entrevista a Sónia Cruz, mãe vegetariana

Descobri, muito recentemente, que a alergia à proteína do leite de vaca é originada pelo facto de o bebé, geralmente após o nascimento, tomar leite artificial e só depois ser amamentado pela mãe.

Só um biberão que seja de leite artificial vai provocar essa intolerância no organismo do bebé que é, depois, amamentado pela mãe. Ao ser amamentado pela mãe, vai criar a rejeição ao leite artificial, passando este a funcionar como uma espécie de vacina, ou seja, entrou no corpo do bebé em pouca quantidade e o seu organismo criou defesas contra este tipo de leite.

Se o bebé fôr amamentado pela mãe logo desde o primeiro momento após o nascimento, não há problema e o mesmo sucede se o bebé fôr amamentado artificialmente sem nunca ser amamentado.

No entanto, o leite materno é, de longe, o melhor para o bebé, com inúmeras vantagens para os dois, mãe e bebé. Para a mãe reduz a possibilidade de vir a ter, por exemplo,osteoporose ou cancro da mama, e, para o bebé, previne a obesidade, a diabetes tipo 2, asma, além de que estreita a ligação entre mãe e filho.
(Por: Sónia Cruz)

[Por: @ 2007.09.05 - 01:48 | Responder | Imprimir ]



1filho1mundo

A minha gravidez também passou por muitas questões em relação ao vegetarianismo e voltei nessa fase a beber leite de vaca e comi peixe várias vezes. Com o reunir e conscienciar de informações, hoje o Gustavo tem 7meses,e estou mais segura das minhas opções não carnivoras.Tenho o prazer de ainda amamentar, e como o meu bébé é alergico à proteina do leite de vaca, nada de produtos lácteos cá em casa, nem para mim nem para ele, o q exige criatividade culinária, atenção nos supermercados e 1 ginástica orçamental grande, q também somos familia monoparental. Gostava de trocar algumas questões c a Sónia e agradeço dicas de alimentação para este ser que cresce a querer abarcar o mundo. Trapezzista@hotmail.com
(Por: MamaXana)

[Por: @ 2007.06.12 - 23:55 | Responder | Imprimir ]