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Equinácea

Os índios americanos foram, provavelmente, os primeiros a usar a equinácea, uma planta herbácea originária da América do Norte. Usavam-na sobretudo para cicatrizar feridas e para picadas de serpentes. Hoje em dia, embora os seus usos sejam sobretudo outros, a equinácea é cada vez mais usada pelos ocidentais. A raiz da echinacea purpurea é essencialmente usada em produtos medicinais, sendo conhecida pelas suas propriedades de combate a gripes e constipações.

 

A Echinacea é um género botânico pertencente à família Asteraceae, constituído por nove espécies, sendo a echinacea purpurea a mais usada a nível medicinal. A planta é arbustiva, chegando a atingir cerca de 60 cm de altura. As suas folhas são lanceoladas, grosseiras e opostas. As flores apresentam-se com pétalas brancas ou rosadas e o núcleo amarelo. O termo “equinácea” deriva do grego que significa ouriço-cacheiro, devido ao aspecto do cone central da flor.

Os constituintes químicos da equinácea são o ácido caféico, ácido chicórico, polialcanos, polissacarídeos, tusselagina, acetato de bornil, alcamídeos, borneol, cariofileno, cinarina, equinacosídeo, isotussilagina.


Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, publicada na revista científica The Lancet Infectious Diseases, o consumo da equinácea pode reduzir em 58% as hipóteses de desenvolver constipações. O mesmo estudo, dirigido por Craig Coleman, indica ainda que a equinácea reduziria também o tempo de duração das constipações.

A equinácea é, pois, tradicionalmente utilizada em situações de gripes, constipações, rinites e sinusites, uma vez que estimula as defesas naturais do organismo. No entanto, o seu efeito é, sobretudo, preventivo.

Tem ainda propriedades protectoras do aparelho respiratório. É útil em casos de convalescença, sobretudo nos casos de infecções causadas por bactérias e vírus. É também usada em afecções cutâneas e herpes. Como a planta é capaz de aumentar a capacidade de resposta do sistema imunológico, é aconselhada para todos os tipos de infecções virais, bacterianas e por fungos, pois proporciona maior produção de anticorpos e glóbulos brancos.

A equinácea pode ainda favorecer a regeneração do tecido conjuntivo e da cicatrização. Como tal pode ser útil em casos de feridas, queimaduras e acne. É também referida como sendo anti-inflamatória e como tendo propriedades antibióticas.

Encontra-se à venda sob a forma de infusão, cápsulas, xarope e tintura, e pode ser encontrada em lojas de produtos naturais e parafarmácias.

A equinácea é, geralmente, mais eficaz em forma de tintura (tomar 15 a 20 gotas, diluídas em água ou sumo, uma ou duas vezes por dia). As tinturas administradas a crianças têm de ser muito diluídas, e deve usar-se metade da dose recomendada aos adultos. Não é aconselhada a grávidas, pessoas com problemas gástricos ou com doenças auto-imunes.

Por ser uma planta sobre a qual a Fitoterapia ainda não descobriu todas as suas características, por precaução e para um uso eficaz da equinácea, recomenda-se que seja tomada apenas durante dez dias seguidos, podendo repetir-se o tratamento mensalmente, se necessário.



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Inserido em: 2009.11.13 Última actualização: 2009.11.28

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