Gérmen de trigo

O grão do trigo é constituído por três partes principais: endosperma - usado para fabricar farinha de trigo branca/refinada, casca - o que dá a cor escura à farinha de trigo integral e gérmen - embrião do grão posto de parte no fabrico da farinha por razões de conservação.

Todavia, este gérmen é um suplemento extremamente salutar e importante na alimentação e deve ser consumido regularmente, uma vez que é uma excelente fonte de minerais, numerosas enzimas, auxonas e várias vitaminas (em particular E e do grupo B), nomeadamente:

Contém também proteínas, fibra (que promove a saúde intestinal, coronária e pode prevenir o peso excessivo) e esteróis vegetais. É uma boa fonte de ácidos gordos não saturados como ómega 3, gordura saudável que pode ajudar a baixar os níveis de colesterol nefasto LDL (lipoproteína de baixa densidade).

Segundo o Dr. E. Schneider* “não podemos prescindir em nenhum caso do gérmen de trigo na nossa alimentação diária, se quisermos evitar lesões e manter-nos saudáveis”.

O gérmen de trigo é benéfico na diabetes, uma vez que a vitamina E reduz os níveis açúcar no sangue e a vitamina B1 tem efeitos semelhantes aos da insulina, normalizando assim o metabolismo dos diabéticos. As auxonas identificadas no gérmen são responsáveis pelo crescimento, multiplicação e regeneração dos tecidos e células que acontece principalmente durante o sono, pelo que o consumo do gérmen é também indicado em casos de doenças nervosas como insónias, esclerose múltipla e esgotamentos. Já o ácido pantoténico é indicado para as enfermidades da pele, como secura, caspa, acne ou eczema, razão pela qual o óleo de gérmen de trigo é muitas vezes utilizado na cosmética comercial e caseira, por exemplo, usado simples para máscaras faciais de prevenção de rugas e hidratação.

Este suplemento preventivo e curativo está disponível em lojas de produtos naturais, ervanárias ou hipermercados e apresenta-se na forma de pequenos flocos crus ou levemente tostados, estes últimos com um leve sabor adocicado a frutos secos. Devem ser consumidos de preferência sem cozinhar e, para além de terem um baixo custo, são bastante versáteis na sua utilização culinária: podem ser adicionados a recheios, panados, sopas, pão, iogurtes, batidos, para polvilhar massas, saladas de fruta e de vegetais, tartes doces ou salgadas, cereais de pequeno-almoço, leites, molhos salgados ou doces, em patês, na pastelaria, etc..

 

Referências:
http://nutrition.suite101.com
http://www.saudepublica.web.pt
http://www.mayoclinic.com
http://www.abranches-f.com

*A Saúde Pelos Alimentos, Ernest Schneider (médico), Publicadora Atlântico, 1977



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Inserido em: 2010.05.28 Última actualização: 2010.05.29

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