"Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos.

O touro entra na praça. Entra sempre, creio. Este veio em alegre correria, como se, vendo aberta uma porta para a luz, para o sol, acreditasse que o devolviam à liberdade. Animal tonto, ingénuo, ignorante também, inocência irremediável, não sabe que não sairá vivo deste anel infernal que aplaudirá, gritará, assobiará durante duas horas, sem descanso.
Quando Camões apareceu por aqui, vai fazer catorze anos, com a sua pelagem negra e a exclusiva gravata branca que o tem distinguido de qualquer outro exemplar da espécie canina, todos os humanos da casa se pronunciaram sobre a suposta raça do recém-chegado: um caniche. Fui o único a dizer que caniche não seria, mas cão de água português. (...)

"(...) Refiro-me a essas vilas e cidades onde, por subscrição pública ou com apoio material das câmaras municipais, se adquirem touros à ganaderias para gozo e disfrute da população por ocasião das festas populares. O gozo e o disfrute não consistem em matar o animal e distribuir os bifes pelos mais necessitados. Apesar do desemprego, o povo espanhol alimenta-se bem sem favores desses.

No seu livro “The Food Revolution” John Robbins descreve o que o fez trocar o império dos gelados, criado pelo seu pai, pelo caminho que decidiu seguir:
“O sonho de uma sociedade em paz com a sua consciência, porque respeita, e vive em harmonia, com todas as formas de vida. Um sonho de pessoas vivendo de acordo com as leis naturais da Criação, estimando e cuidando do ambiente, conservando a natureza em vez de a destruir.
Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
Segundo um estudo conduzido pelos investigadores do Instituto Green Desing, nos EUA, concluiu-se que comprar online reduz até 35% os gastos energéticos.
No livro "O Fim da Comida" , editado pela Estrela Polar, o autor Paul Roberts, que já tinha escrito "O Fim do Petróleo", faz uma abordagem inquietante das consequências da nossa cada vez maior dependência da indústria alimentar, que produz alimentos em grandes quantidades.
"Os cientistas afirmam que vai faltar comida e que seremos todos vegetarianos em 2050."
Comer menos carne é o único meio de alimentar toda a população, afirma o autor de "O Fim da Comida".