Algumas raças de cães europeus estão a ser exportadas para a China, onde são criados para fins alimentares. Acredita-se que a carne de um cão, quando morto em extremo sofrimento causado por longos períodos de tortura, seja um poderoso afrodisíaco.
Actualmente a carne de cão é abundante e o seu consumo tem aumentado à medida que as pessoas têm mais poder de compra, pois esta é uma das mais caras do país.
Na China, dez milhões de cães são abatidos por ano para consumo humano.
Alguns países europeus (principalmente a Rússia) estão a exportar para a China raças de cães, como o São Bernardo, o Lavrador, o Pastor alemão, entre outros. No país de destino são maltratados e utilizados para consumo humano.
Uma investigação da WSPA (World Society for the Protection of Animals) na China mostrou que existem fazendas subsidiadas pelo Governo Chinês, para a criação de cães da raça São Bernardo com fins alimentares. Esta raça é muitas vezes escolhida por ser dócil e lucrativa, pois um filhote de 6 meses está pronto para ser abatido.
Muitos destes cães, antes de serem mortos, são torturados para que aumente a sua taxa de adrenalina, porque acredita-se que isso torna a carne afrodisíaca e também mais macia. São espancados, dependurados e morrem devagar. Muitas vezes são depelados vivos.
Na China a tradição gastronómica de comer carne de cão tem mais de dois mil anos. Começou com o imperador Liu Bang, que adorava esta carne. Antes de se tornar governante o imperador viveu em Peixian (uma localidade da China) e, desde então, a carne deste animal é a especialidade local. No entanto, o hábito de comê-la praticamente desapareceu durante a Revolução Cultural, de 1966 a 1976, quando os soldados percorreram o país matando os cães devido ao estigma a uma extravagância burguesa.
Actualmente a carne de cão é abundante, e a sua popularidade tem crescido à medida que as pessoas vão tendo mais dinheiro, pois trata-se de uma das carnes mais caras do país. Para suprir a procura nos últimos anos as fazendas de cães multiplicaram-se pela China. Os criadores estão também a cruzar raças locais com cães maiores, pois os filhotes desses cruzamentos crescem mais rápido.
A cidade chinesa onde essa prática é mais comum é em Peixian. Actualmente a maior fazenda de cães da cidade cria mais de 100 mil cachorros por ano, quase todos para o abate. Em toda a cidade de Peixian 300 mil cães são abatidos por ano.
A organização
SOS Internacional aos Cães São-Bernardo apresentou recentemente uma petição à Suíça, assinada por 11 mil pessoas, para que as autoridades interviessem de forma a que a China parasse de usar "o melhor amigo do homem" como comida. O governo suíço mostrou-se solidário à causa, mas considerou que a intervenção diplomática numa questão cultural não seria "apropriada".
Também, antes da aprovação da China como sede dos Jogos Olímpicos de 2008, os defensores dos São Bernardo levaram o caso ao Comité Olímpico Internacional, pedindo que tivesse em consideração que o país usa, como comida, cães de uma raça que já salvou muitas vidas.
Referências:
http://apasfa.org/peti/caesgatos.html
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Inserido em: 2002.05.10
Última actualização: 1999.11.30
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Comentários
Que revoltante! Agora querer mandar uma boa f*** é motivo para torturar e matar cães? Esta gente mete me nojo.. deviam lhes fazer a mesma coisa
(Por: AMargaridaC)
2010.12.14 - 04:28
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