Alternativas à Experimentação Animal

Graças aos avanços da tecnologia moderna e a um crescente número de cientistas empenhados existem alternativas à Experimentação Animal. Estas alternativas, seguras, inovadoras e fiáveis, não salvam apenas as vidas de animais, mas frequentemente também providenciam os dados necessários num curto espaço de tempo e a um custo menor que os tradicionais testes em animais.
Apesar de vários cientistas concluírem que nenhuma alternativa não-animal até hoje desenvolvida pode substituir completamente os testes animais como o teste de Draize, as empresas são capazes de evitar os testes em animais ao confiarem num leque de alternativas não-animais, incluindo tecnologia in vitro (tubo de ensaio). Igualmente também podem recorrer ao GMCS (Geralmente Marcado Como Seguro) americano, uma lista de milhares de ingredientes já conhecidos como seguros, assim como informação sobre o uso histórico e estrutura química. Os estudos clínicos humanos são também um meio de testar produtos valioso e aceite, especialmente para testes biomédicos e de aparelhos médicos.

Depois de um novo teste ser desenvolvido tem de passar por um processo rigoroso de validação antes dos resultados dos testes serem vistos como fiáveis para o uso geral. Este processo envolve revisões e opiniões de especialistas através do National Toxicology Program Interagency Center for the Evaluation of Alternative Toxicological Methods (NICEATM) e o Interagency Coordinating Committee on the Validation of Alternative Methods (ICCVAM).

Algumas alternativas aos testes de produtos em animais são:


Bio-Ensaio de Neutral Red:
Este tipo de teste recorre ao neutral red, uma solução dissolvida em água, que é adicionada às células humanas normais numa caixa de cultura de tecidos. Uma medição computorizada do nível de absorção da solução pelas células é utilizado para indicar uma toxicidade relativa.

Cultura de Células, Tecidos e Órgãos:
É, provavelmente, o método mais eficaz no que dix respeito à investigação farmacêutica e médica. No início do século XX sabia-se que células retiradas de animais ou seres humanos podiam estabilizar-se em cultura por várias gerações. Actualmente é possível manter as células de qualquer órgão do corpo vivo quase indefinidamente. Além disso, podem cultivar-se pedaços de tecido ou de órgãos do corpo humano.
Através deste teste já foi possível, entre outras coisas, a descoberta do mecanismo de crescimento dos nervos; o estudo da fisiologia dos nervos e das suas actividades eléctricas; o estabelecimento do número de cromossomas das células humanas; o estudo das actividades hormonais e a descoberta de que o Sindrome de Down se deve a um defeito genético. Esta técnica desempenhou também um importante papel no estudo de vírus, causas de cancro e testes de toxicidade.

Ensaio de Corrositex:
É utilizado para avaliar a potencial corrosividade ou inflamação de certas classes de químicos. Utiliza-se uma barreira de matriz de colagénio como uma forma de pele artificial e um indicador de PH colocado de forma a detectar quanto tempo leva o químico a penetrar nesta barreira.

Ensaio de Irritação:
Utiliza um sistema de alteração proteíca para ensaiar uma irritação.
Modifica a matriz de proteínas causada pelos materiais estranhos que são indicadores potenciais de irritação do olho ou da pele.

Ensaio de Passagem Trans-epitelial:
Mede o químico induzido numa barreira artificial construída por células humanas (nalguns casos animais) para estimar a potencial irritação do olho aos químicos.

Epidemiologia:
Esta técnica baseia-se no estudo de doenças, nas suas origens e métodos de propagação. Este conhecimento permite tomar medidas para prevenir muitas doenças. Por exemplo, demonstrou a necessidade da esterilização em operações cirúrgicas e também a capacidade de determinados químicos/drogas, tabaco, radiações, gordura, causarem vários tipos de cancro.
Revelou ainda a relação entre dietas com consumo elevado de gorduras e sal, o stresse e falta de exercício com doenças cardiovasculares. Foi também através deste teste que se descobriram os meios de transmissão e prevenção da Sida.

EpiDerme:
Recorre a pele artificial derivada de células de pele normal cultivadas para um tecido tri-dimensional. Testa a irritação dermatológica, estudos de absorção percutânea e pesquisa dermatológica básica.

EpiOcular:
Utiliza um tecido artificial fabricado como a EpiDerme, mas que é mais semelhante à cornea ocular, a cobertura mais exterior do olho.

Farmacologia Quântica:
É uma técnica usada na química baseada em computador, para estudar a estrutura molecular das drogas e dos seus receptores no corpo. Utilizada em estudos de transmissores de nervos, hormonas, bloqueadores Beta, anestésicos, antidepressivos, e muitos outros.

Método de Difusão de Agarose:
Serve para determinar a toxicidade dos plásticos e de outros materiais sintéticos usados em aparelhos médicos. Neste teste, células humanas e uma pequena quantidade de material de teste são postos num contentor e separados por uma fina camada de agarose, um derivado da alga agar. Se o material de teste é irritante, surge à volta da substância uma zona de células mortas.

Modelos Matemáticos e Computacionais:
Estes testes prevêem o grau de irritabilidade de substâncias de teste com base nas estruturas e propriedades físicas e químicas. Tornaram possível estudos e previsões da acção de determinados medicamentos em diversos órgãos, e permitiram mais desenvolvimentos com base nesses estudos. É possível testar moléculas de vários químicos no modelo em computador dos receptores químicos do corpo, e prever a reacção.
Alguns programas permitem a simulação da fisiologia normal de órgãos como o coração, do controlo respiratório ou da função renal.

Teste Epipack:
Utiliza folhas de células humanas clonadas para prever a reacção humana a um irritante da pele.



Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-41--Alternativas---Experimenta--o-Animal.html

Inserido em: 2002.05.09 Última actualização: 2006.12.31

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Comentários



Agradecimento/ compromisso

Amigos , obrigado pela divulgação desta preciosa informação.
Irei partilhá-la nas redes sociais assumindo o compromisso de passar a mensagem de que existem realmente alternativas.
Um dos argumentos muito utilizados é de que não há maneira ( sem ser pelos testes animais) de se saber a segurança ou eficácia de um químico , mas há e a verdade está neste vosso fabuloso texto.
Continuação do bom trabalho Centro vegetariano e mais uma uma vez o meu obrigada!
(Por: Catarina)

[Por: @ 2012.07.27 - 22:40 | Responder | Imprimir ]


Os cientistas esqueceram-se que outrora pessoas de pele escura (na altura consideradas pelos \\\"cegos-errantes\\\" como não civilizadas) foram tomadas como escravas, e é isso que está acontecer com os animais. Os animais são seres que tal como nós têm consciência do que lhes está a acontecer. Isto tudo indica que não \\\"evoluimos\\\" nada desde o tempo passado, porque se continua a cometer o mesmo erro.
Estes testes são quase tão escusados, porque nem uma segurança exacta nos dão acerca da toxicidade do que se está a estudar, uma vez que a extrapolação dos resultados resultados dos testes em animais para os humanos tem um factor de erro de 100... um exemplo: é quase óbvio que se um animal está coberto com bastante pêlo e os humanos com pouco, então a genética é diferente, está a vista mesmo em frente aos olhos. Mesmo que um processo de assimilação de um medicamento seja semelhante entre os dois, de uma forma forma geral, o gene que dá origem ao pêlo já deve ser considerado um factor de interferência (pegando na teoria do holismo).
E estes testes alternativos vão no mesmo caminho... uma célula também tem a sua consciência, caso contrário não ocorria reacção nenhuma no seu interior (ela não é uma máquina pois não? e é de milhares delas de que nós somos constituídos) por isso, salvar só os animais é apenas o início da caminhada.

Os teste alternativos são um pequeno desenrasque. Jamais, e pegando no exemplo de um medicamento, se pode avaliar os seus riscos, porque implica saber como é que é absorvido e acontece em muitos casos de as substâncias serem alteradas no organismo dando por fim nenhum resultado activo.

É no alimento que está a nossa farmácia, a natureza é o único modelo optimizado de maior segurança, e os humanos se entendessem realmente o significado da vida paravam de fazer semelhante estapafúrdia. Diz um sábio que quem tem medo de morrer, é porque realmente nunca soube o que era viver. E se é neste medo que as industrias farmacêuticas se baseiam com o fervor de alcançar a longevidade (para não falar nas questões de negócio) então o medicamente já vem e bem envenenado.
(Por: Moreia)

[Por: @ 2011.12.16 - 03:05 | Responder | Imprimir ]

Hipocrisia

> Os cientistas esqueceram-se que outrora pessoas de pele escura (na altura
> consideradas pelos \\\\\\\"cegos-errantes\\\\\\\" como não civilizadas)
> foram tomadas como escravas, e é isso que está acontecer com os animais. Os
> animais são seres que tal como nós têm consciência do que lhes está a
> acontecer. Isto tudo indica que não \\\\\\\"evoluimos\\\\\\\" nada desde o
> tempo passado, porque se continua a cometer o mesmo erro.
> Estes testes são quase tão escusados, porque nem uma segurança exacta nos
> dão acerca da toxicidade do que se está a estudar, uma vez que a
> extrapolação dos resultados resultados dos testes em animais para os
> humanos tem um factor de erro de 100... um exemplo: é quase óbvio que se um
> animal está coberto com bastante pêlo e os humanos com pouco, então a
> genética é diferente, está a vista mesmo em frente aos olhos. Mesmo que um
> processo de assimilação de um medicamento seja semelhante entre os dois, de
> uma forma forma geral, o gene que dá origem ao pêlo já deve ser considerado
> um factor de interferência (pegando na teoria do holismo).
> E estes testes alternativos vão no mesmo caminho... uma célula também tem a
> sua consciência, caso contrário não ocorria reacção nenhuma no seu
> interior (ela não é uma máquina pois não? e é de milhares delas de que nós
> somos constituídos) por isso, salvar só os animais é apenas o início da
> caminhada.
>
> Os teste alternativos são um pequeno desenrasque. Jamais, e pegando no
> exemplo de um medicamento, se pode avaliar os seus riscos, porque implica
> saber como é que é absorvido e acontece em muitos casos de as substâncias
> serem alteradas no organismo dando por fim nenhum resultado activo.
>
> É no alimento que está a nossa farmácia, a natureza é o único modelo
> optimizado de maior segurança, e os humanos se entendessem realmente o
> significado da vida paravam de fazer semelhante estapafúrdia. Diz um sábio
> que quem tem medo de morrer, é porque realmente nunca soube o que era
> viver. E se é neste medo que as industrias farmacêuticas se baseiam com o
> fervor de alcançar a longevidade (para não falar nas questões de negócio)
> então o medicamente já vem e bem envenenado.
> (Por: Moreia)

Suponho então que o senhor nunca recorreu a nenhum medicamento, tratamento ou meio de diagnóstico durante a sua vida. Hipocrisia fica mal a todos.
E uma correção: célula não tem consciência. Para compreender a biologia molecular e celular é necessário aceitar esse facto.

(Por: Pedro Morais)

[Por: @ 2013.03.22 - 16:51 | Responder | Imprimir ]



testes realizados em animais

Nunca pensei que houvessem tantas alternativas à experiência animal, fiquei contente por saber disso mas triste porque não consigo perceber porque se continua a testar os produtos em animais sendo eles tão dolorosos para os animais e não tão eficientes para o ser humano como muita gente pensa. Pois é, é triste que o dinheiro torne as pessoas amargas o suficiente para serem capazes de trabalhar num local onde se testam os produtos em animais que não têm culpa de nada mas que acabam por ser os sacrificados. Na minha opinião essas são as piores pessoas que existem no Universo. Quanto a este assunto também exitem aquelas pessoas que dizem que gostam muito de animais e que até têm um cão ou um gato ou outro animal doméstico e que depois não querem nem saber se para testar um produto o colocam no olho de um gato ou outro animal até à cegueira, ok isto foi só um exemplo é obvio que existem muitos outros testes e se calhar mais dolorosos.
Só espero que um dia as pessoas consigam ter a inteligência de perceber que o Universo não nosso e que não têm o direito de fazerem os outros seres vivos sofrer, se querem testar produtos para usarem façam em vocês para ver se gostam.

Não façam aos outros (mesmo que sejam animais) aquilo que não querem que vos façam.

*sara*
sara

[Por: @ 2005.10.10 - 24:00 | Responder | Imprimir ]